140 caracteres de limite.
Inacreditavelmente eu não vou escrever sobre o twitter. O título faz menção ao que o Tas falou, tanto na palestra que assisti dele na Unitoledo quanto no prefácio do livro sobre o twitter: “O twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas”
O que me interessa aqui e agora é mais a imaginação que qualquer outra coisa.
Durante toda minha vida consciente (porque da inconsciente não me lembro muito…) a criatividade das pessoas sempre foi a “estrela guia” do meu ser. Ok, a expressão parece nome de revista de horóscopo, mas quando digo isso quero dizer que, de tudo o que posso encontrar em um ser, a criatividade é o faz minha luz vermelha acender.
Desde pequena quando ouvia as histórias, as explicações sem sentido, os facínios internos que cada um traz em si, tudo isso me seduzia de tal forma que nunca consegui me livrar dessa perseguição pela elouquência que a criatividade dá as pessoas.
E assim sendo, fui e ainda sou apaixonada por qualquer coisa que tenha esse “Q” de porque não pensei nisso antes?!? De paixão inacabada, de desejo mórbido, de insensatez mesmo.
Toda a historinha acima é para ilustrar (muito porcamente) o imenso entusiasmo que tive quando vi “o post” do IdeaFixa de hoje (um dos posts). Porque não é somente o fato de um pessoal ter uma ideia legal e colocar isso na rede, mas sim como a mente humana pode fazer coisas incríveis.
Cada coisa que vejo, cada palavra escrita (não por mim, é claro), cada traço que é desenhado, me deixam arrepiada com nossa capacidade, com a quantidade de coisas incríveis e maravilhosas que já foram feitas no mundo e quantas mais podem ser criadas.
70 Million by Hold Your Horses ! from L'Ogre on Vimeo.
Mas há quem duvide disso tudo e, honestidade, eu também desanimo as vezes. Mas não o suficiente para deixar de pensar em todas as coisas do mundo. E quando digo todas, são todas mesmo, as que conheço e as que não conheço ainda. E no que eu mais penso são nas pessoas.
Pessoas como Leonardo da Vinci, pintando sua Monalisa, como Magritte e seu cachimbo, Aristóteles e suas perguntas, Cesar e suas ameaças, Einstein e suas letras, Marie Curi e seu polônio, Coubert e sua visão, Montesquieu, Simone de Beauvoir, Hannah Arendt, Chico Buarque, Vinícius de Morais, … ah! eu poderia falar de tantos que este post até perderia o sentido.
Ainda bem que não preciso falar mais nada. A humanidade fala por si só.
PS: Para reconhecer alguns quadros, fica a dica!
Update: os quadros utilizados podem ser vistos aqui, no flickr da banda. Acertei quase todos, não?
PS2: Todas as imagens foram pesquisadas no Google. Quando procurei as imagens foi para “ilustrar” o video para a equipe da Voraz e só depois veio a ideia do post. Então, dessa vez fica o dito pelo não dito e faz de conta que as imagens são do Google mesmo, tá?
PS3: Post devidamente clonado do meu blog, www.nayarac.com
Ressaca
E quem disse que final de semana só rende ressaca?
O documentário A História das Coisas (Story od Stuff) foi assistido no sábado, em um momento #mudandoDeassunto na aula da pós-graduação. (sim, porque não é somente de História que nós falamos). A ideia do vídeo era apenas descontrair, mas rendeu bem mais que isso, tanto na sala quanto aqui na empresa. Porque nós podemos até esquecer por um momento ou outro, mas isso não significa que o problema não existe. Responsabilidade social, ambiental, econômica, sustentável são para e de todos.
Outra coisa boa vista no #findi foi a indicação de um filme – Berlin 36, que conta a tragetória de Margareth Bergmann – saltista que lutou por 70 anos para obter retratação do comitê olímpico alemão por ter sido proibida de participar dos jogos olímpicos de 1936 e ainda ter seu recorde apagado dos livros de registro. A matéria foi vista no Esporte Espetacular (e você pode ver aqui) e o trailer do filme, com toda a história você vê aqui.

Detalhe que me fez escrever sobre esse filme, foi a declaração da própria Margareth quando recebeu (finalmente) a retratação do comitê: “Foi uma atitude muito bacana receber esse reconhecimento. E eu agradeço. Mas isso, claro, não me fez esquecer tudo o que ocorreu comigo. Finais felizes anestesiam demais as pessoas e não é isso que eu desejo. Quero que sua biografia fique marcada na História como uma cicatriz, uma eterna lembrança para que a intolerância e o terror jamais vençam novamente no esporte ou em qualquer lugar.”
nayarac.
Vamos abrir uma igreja?
Já negando qualquer má interpretação que este título possa trazer, neste post não há nada sobre religiões ou afins.
A reflexão aqui é para o outro sentido que a frase adquire em determinadas conversas (e se você nunca ouviu isso, desculpe por te chocar!). Como empresária, sempre ouço (e é sempre mesmo, sem exageros) que deve ser muito fácil ganhar dinheiro nessa condição. E, quem está do lado que cá do arco-íris sabe que a banda não toca assim. Daí a “piada interna” de que uma igreja é sempre mais lucrativa, visto os benefícios que tem, os impostos diferenciados (quando eles existem), e toda uma lista imensa de outras coisas que, na ponta do lápis, se mostram mais bonitos que a realidade de muitas micro e pequenas empresas. E de média e grandes empresas também, acredito.
Afinal, quem não sonha em ganhar muito sem fazer nada ou fazendo muito pouco ou ainda mandando alguém fazer? Minha micro experiência em comportamento social me faz pensar que aqui no Brasil uma boa parte da galera pensa isso. E, honestamente, não sei dizer se pensam certo ou errado (até porque esse tipo de análise nem cabe aqui).
Mas fato é que isso não rola. E com óbvias excessões nas quais eu não me incluo, você precisa ralar muito para que sua empresa fique firme e forte no mercado. Não depende da sua vontade, mas você precisa muito dela para que isso aconteça.
Muitas horas de trabalho (mesmo que todos os “bem sucedidos” que você conheça digam que não se deve trabalhar demais…), o dobro dessas horas de estudo (sim, porque se você trabalha 14 horas por dia saiba que precisa, no mínimo, estudar 28. Ah! seu dia só tem 24? que pena!), muito investimento, muita qualidade, muita informação, para evitar o exagero de tudo isso.
E é essa a diferença. As pessoas que dizem ou imaginam salários astronômicos quando sabem que você é seu próprio patrão não tem a menor ideia do tamanho da responsabilidade que é administrar um negócio, por mais micro que ele seja. É a falta de informação que faz com que tantos cobicem sua situação, mesmo sabendo que não suportariam 1/3 da realidade. E assim a piada infame se reproduz livremente.
Pena.
Porque inevitavelmente a gente (e digo isso de forma muito geral e descomprometida) não se importa com a seriedade que é construir um patrimonio. Em como é importante sempre mostrar a qualidade que seu produto e conhecimento contém e que isso sim faz a diferença lá no final e não um parentesco distante ou ainda um preço absurdamente impraticável.
Duas coisas que li essa semana servem para corroborar a ideia que quero transmitir aqui. A primeira delas é uma análise sobre a vida e obra do Chico Buarque, que li no blog da amiga e parceira Ana. O texto não é dela, mas o autor – Ruy Castro – foi incrível em concluir que mesmo sem um contexto histório atual, as músicas feitas por Chico para o período da ditadura ainda são válias, não por um conteúdo ideológico em si, mas pela qualidade que apresentam. O trecho que me refiro é esse:
“Um garoto de quinze anos, que as ouça pela primeira vez e não tenha a menor ideia do que essas canções significaram em seu tempo, ainda assim poderá amá-las ― pela sua inteligência e qualidade lírica intrínsecas, à prova de épocas, folhinhas, relógios.” (para ler toda a reportagem, clique aqui).
O segundo texto é antigo, de 2007, mas tão pertinente que seria impossível não falar. Lendo este post do Blog do Cassano, cliquei no link do referido texto e, novamente, a certeza do que falo é reforçada: você não precisa “vender” coisas se souber vender histórias. E não dá pra fazer isso se não houver uma preocupação em ter uma própria.
Então, que tal parar de bancar o profissional que “rende bilhões” e ser o profissional que sabe do que está falando, fazendo e pensando? Porque assim, a gente não precisa abrir uma igreja para faturar super, basta ver as possibilidades e fazer um esforcinho para pensar lá na frente e sair ganhando.
Mas claro, sempre com muita informação. E se não tiver, procure, porque sem ela não dá pra fazer nada.
nayarac.
PS: este post seria escrito à quatro mãos e dois cérebros, mas por motivos de força maior foram-se duas das mãos. Mas o crédito é para os dois cérebros, ok? Valeu Alexandre, pelo agradável debate!!
Mapeando unidades de rede do samba com fstab no Ubuntu 9.10

Existem várias formas de se mapear um compartilhamento samba via comando no ubuntu porém nada de mais prático se fosse automático não é mesmo? Vale aqui lembra-lo que este post tem o intuito de apenas ensinar a mapear unidades locais e não configurar o servidor samba, então, talvez dependendo da configuração do seu servidor, não irá funcionar como esperado.
Vá ao console e instale o smbfs e smbclient.
sudo aptitude install smbfs smbfsclient
Feito isso, será necessário você criar seus diretórios que serão na verdade uma representação do diretório mapeado do seu servidor. Geralmente utiliza-se o diretório /mnt porém nada o impede de criar em outro lugar. Para o exemplo deste post simularemos que necessitamos mapear a o diretório instaladores do servidor.
Então criaremos o tal diretório localmente. Não precisa necessariamente ser o mesmo nome pois irá notar que será configurado os nomes dos mesmos.
sudo mkdir /mnt/instaladores sudo chmod 777 /mnt/instaladores #para garantir que todos usuários tenham acesso
Agora edite o arquivo fstab que se encontra em /etc/fstab
sudo nano /etc/fstab
Adicione as seguintes linhas. Valendo lembrar que o ip do meu servidor seja o 192.168.0.1. Configure o arquivo de acordo com seus dados. Se tiver alguma dúvida, poste um comentário.
//192.168.0.1/instaladores /mnt/instaladores cifs credentials=/etc/samba/user,noexec 0 0
Feito isso, note que existe uma referência ao arquivo “credencials” que é responsável por armazenar nosso usuário e senha do samba. Então crie o arquivo user no diretório /etc/samba.
sudo nano /etc/samba/user
Informe o seu usuário e sua senha.
username=seu_usuario password=sua_senha
A partir de agora sempre que o computador for iniciado teremos nosso compartilhamento da rede montado em “/mnt/instaladores“. Para executar o mapeamento sem reiniciar, basta executar o seguinte comando:
mount -a
É isso ai. Sei que nem sempre os posts nos ajudam 100% porém está aqui exatamente o que utilizamos aqui na nossa empresa. Abraços
Adriano Tadao
OI?!?
Ainda bem que, ultimamente, meus lapsos mentais de tempo tem ocorrido com menor intensidade e frequência.
Não fique assustado, se um dia isso acontecer com você. É mais “comun” do que se pensa; é mais real do que se deseja. Mas tudo bem, você pode viver com eles. Ouso dizer até, que há momentos em que você os procura, os deseja, como nas clássicas situações de vergonha alheia (se você não sabe o que é isso ou a profundidade que isso pode ter, sinta-se feliz, ok?).
Um dia você está lá, pronto para ter sua maior e melhor ideia, aquela que vai te transformar de um mero desconhecido para alguém de maior influência e relevância do mundo e de repente, não mais que de repente BOOM! Você se esquece. Tudo some e você fica lá, com aquela cara de quem não sabe nem mais seu nome.
Complicado? Não…
Você se recupera rápido. É tudo uma questão de prática, de costume. E já que o costume é soberano em tudo, o melhor modo de se aventurar é dar um passinho para trás e começar de novo. Como já foi muito bem dito aqui, dar um passo para trás é (muitas vezes) a melhor maneira de enxergar melhor aquilo que você tem na frente.
nayarac.
Inspiração
E alguém já pensou se o porco espinho tivesse outro nome?

A coisa mais impressionante e mágica que uma imagem pode fazer por você é te dar a capacidade de pensar diferente.
Vivemos em um mundo (off e online) onde as imagens comportam cada vez mais significados, signos, representações de um mundo, de uma verdade, de uma ideologia. Por isso que insisto: não dá pra separar o contexto histórico dessa análise. É como se tirássemos o grande THAN!! da coisa.
Juro que se você não soubesse o que é um porco espinho essa imagem não teria a menor graça. Aliás, se eu não soubesse, esse post nem estaria aqui.
E, para finalizar, a inevitável pergunta: e você, está consciente do contexto de sua imagem?
nayarac.
Imagem de: Oh Joy!: love this…, retirada de FFFFOUND!
Pormenores
Apesar de tudo o que acontece sempre e todo o tempo, o post de hoje vai na direção contrária. Isso porque nem toda correnteza é forte o suficiente para nos levar.
Assuntos e vontades temos de sobra. Acontece que a gente não acha muito legal sair por ai falando sobre tudo e todos; só quando nosso achismo fica bem guardado é que nos arriscamos a sobre algo que gostamos: isso evita um monte de coisas desnecessárias, podem acreditar.
Então, diante da presença do ausente, coloco aqui uma sugestão de (quem sabe) existir melhor, ao invés de colocar qualquer bobagem que possa saltar da minha cacholinha. Quem sabe assim, com essa simples percepção não seja mais fácil evitar desencontros mentais como o que eu relato aqui.
Colhendo frutos do Pomodoro, por cairo’sBLOG.
nayarac.
Ruby1.8 vs Ruby1.9
Muito já se falou[1] [2] sobre as vantagens da versão 1.9 em relação ao 1.8 do ruby, mas nós (como muitos de vocês que estão nos lendo) não estamos utilizando tal advento em produção, pois ela ainda apresenta algumas incompatibilidades com plugins que não conseguimos viver.
Como alguns devem saber, estou implementando para meu tcc um software que dentre outras coisas realiza o self-organizing-map, de Kohonen. Tal algoritmo não é tão complexo a nível de programação, mas como grande parte dos algoritmos de Inteligência Artificial, ele consome muito processamento.
Devido a isso, realizei diversas implementações (actionscript, ruby puro, ruby e c++) – em breve disponibilizarei – e o que realmente me chamou atenção foi quanto a performance da nova versão que nesse teste, foi quase 2x mais rápida:
Ruby 1.8:
script/performance/benchmarker 2 Train.test_rb user system total real #1 39.510000 7.040000 46.550000 ( 46.574937) #1 41.900000 7.060000 48.960000 ( 49.245010) #1 42.260000 7.020000 49.280000 ( 49.644825)
Ruby 1.9:
script/performance/benchmarker 2 Train.test_rb user system total real #1 28.100000 0.060000 28.160000 ( 28.193008) #1 26.790000 0.100000 26.890000 ( 27.049028) #1 27.150000 0.060000 27.210000 ( 27.616277)
É (ou já passou) a hora de mudar.
Sobre quase todas as coisas.
No último sábado, dia 07, aconteceu a edição 2009 do Imasters Intecon. E nós fomos lá conferir de pertinho tudo (ou quase) que rolou.
O evento foi super bacana e teve seus altos e baixos – como tudo quanto evento que existe. Não dá para dizer que foi impecável, porque não é da natureza humana que alguma coisa seja impecável. Eu achei uns pontos fracos, o Alexandre outros, o Adriano ainda outros e todo mundo que estava lá também faria um detalhezinho diferente. Então, vamos combinar que, de uma forma geral, foi bem organizado e que correu tudo bem também.
Só para constar (quem sabe a organização não está lendo isso também), os horários podiam ser seguidos, tanto em ordem de palestras quanto em tempo mesmo. Sei lá, talvez seja interessante pensar nisso. Afinal, você entra em um ambiente para ver tal palestrante e ele não está lá e também não existe informação de quando ele vai estar. E isso é bem chato.
Fora esse pormenor, sou da profunda opinião de que correu tudo bem.
Quando voltava da viagem, pensei em como escrever esse post sem colocar presunções, pré-opiniões, preferências e gostos pessoais. Mesmo porque o evento vale por si só, independente do que eu penso ou gosto nele. Me enriquece por certo motivos, enriquece o outro por outros motivos. Assim, cheguei a conclusão de colocar pequenos pensamentos que rolaram por lá, para que você aproveite o que foi dito de verdade e não o que eu disse sobre.
“Compartilhe seu trabalho, é a melhro forma de te conhecerem.” Fábio Sasso, fundador do Abduzeedo
“Redes são boas, mas nada substitui o cara a cara.” Leonardo Dias, CEO do TAXI.Labs
“O usuário aceita erros, só não aceita mentiras.” Marcelo Coutinho, Diretor do IBOPE Inteligência
“Tudo dá dinheiro, a questão é como você faz ele dar dinheiro”. Vivianne Vilelea, SEBRAE
“Vocês devem prestar atenção nisso que falo porque eu já errei e sei como é quebrar a cara.” Mário Nogueira, Sócio-fundador do Pagestacker
“Todo mundo precisa de acessibilidade.” Horácio Soares, Fundador do Acesso Digital
“Nenhum projeto decola logo que ele nasce. É preciso que você realmente se dedique nele e o faça voar.”
André Monteiro, Sócio-Fundador do Compra3 e Bruno Medeiros, Sócio-Fundador do Compra3
“Se é o trabalho que enaltece o homem, que pelo menos ele seja arte.” Gilberto Jr., Sócio-Fundador da Amanaiê
“Você não precisa de um palestrante especial, de um lugar específico nem mesmo de um tema para ter uma excelente troca de conhecimento. As pessoas precisam se enxergar e falar de suas experiências.” Matías Feldman, Coordenador do Crosstalent
“Você tem uma doença grave e o médico te dá duas opções: ou perder a perna direita ou a parte do seu cérebro responsável por identificar as músicas. Você pensa: nunca mais perna direita ou Banda Eva?!” Luli Radfahrer, Professor-Doutor da USP
Inspirem-se; é somente por isso que vale a pena.
nayarac.


