O profissional
Esse post tem começo hoje, mas o final dele vem depois.
Isso porque esse é um assunto que sempre resurge aqui na Voraz e ontem, surgiu de novo. Assim, pensei porque não trazê-lo aqui e dividir com vocês.
Antes, é preciso dizer que nem todos vão concordar com aquilo que será escrito aqui. Aliás, acredito que serão muitos os casos de discordância. Claro, o que me compõe não é o que te compõe. E mesmo que fosse, ainda assim nossa composição seria diferente. Essa consideração é necessária porque é sobre isso mesmo que vamos falar por aqui – de coisas que formam.
Ninguém nasce pronto e nós aqui achamos também que ninguém nasce (pré) destinado a fazer qualquer coisa. E pensamos isso porque aqui ninguém cresceu pensando em fazer isso – desenvolver para web. Nós, enquanto profissionais, nos construímos e ainda continuamos nesse processo, diariamente, nas pequenas coisas do dia a dia. Hoje, pensando em coisas diferentes das que pensamos ontem; fazendo coisas diferentes; acreditando em coisas diferentes. Esse é o processo de quem vos escreve. Mas isso não quer dizer que o diferente sobrepõe. Muito pelo contrário, o diferente tem o dever de agregar, de dar concistência ao que já se tem, ao que já se é.
Construção profissional é o mesmo que soma. É pensando em coisas novas, se arriscando em situações que antes você desprezava, se propondo à novos caminhos que nos construímos como profissionais (e me desculpem aqui os que não concordam, mas de fato, eu acredito nisso).
Toda essa conversa de construção, soma e consequências é por essa frase que li, no livro Gesto Inacabado, de Cecília Almeida Salles, onde o artista plástico Luiz Baravelli diz o seguinte:
“Estes cadernos de notas, que faço habitualmente há mais de vinte anos, não são obras de arte mas registros dessa individualidade (do artista), uma espécie de circunscrição de imagens que por alguma razão me tocaram. Algumas irão gerar diretamente obras de arte, outras servem para gerar o artista. São escolhidas às vezes porque são feias, às vezes porque são bonitas. sentimentais ou irônicas, porque são óbvias ou porque são enigmáticas. Nesta tarefa permanente de unir o que antes não era unido tenho a pretenção de, sentado à minha mesa com um lápis e uma tesoura na mão, embarcar desarmado na descoberta do mundo.” (BARAVELLI, 1991)
Formação é uma coisa permantente. Se você não se deixa encantar pelo que virá, pelas possibilidades que os olhos alheios oferem, não tem como você ser um profissional completo. No máximo dá pra ser aquele cara que sabe fazer uma coisa legal, jamais alguém que você também queria ser.
É isso, até mais!
PS: Um agradecimento especial à professora Márcia Porto, que me apresentou a essa obra, mesmo sem imaginar o bem que me fazia.
Nayarac.
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20/10/2009 07:51[...] This post was mentioned on Twitter by alexandrebini, nayarac . nayarac said: http://blog.voraz.com.br/o-profissional/ Para o dia chuvoso que está acabando. [...]