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	<title>Blog da Voraz &#187; empresas</title>
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		<title>Vamos abrir uma igreja?</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 00:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nayara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Já negando qualquer má interpretação que este título possa trazer, neste post não há nada sobre religiões ou afins. A reflexão aqui é para o outro sentido que a frase adquire em determinadas conversas (e se você nunca ouviu isso, desculpe por te chocar!). Como empresária, sempre ouço (e é sempre mesmo, sem exageros) que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já negando qualquer má interpretação que este título possa trazer, neste post não há nada sobre religiões ou afins.</p>
<p>A reflexão aqui é para o outro sentido que a frase adquire em determinadas conversas (e se você nunca ouviu isso, desculpe por te chocar!). Como empresária, sempre ouço (e é sempre mesmo, sem exageros) que deve ser muito fácil ganhar dinheiro nessa condição. E, quem está do lado que cá do arco-íris sabe que a banda não toca assim. Daí a &#8220;piada interna&#8221; de que uma igreja é sempre mais lucrativa, visto os benefícios que tem, os impostos diferenciados (quando eles existem), e toda uma lista imensa de outras coisas que, na ponta do lápis, se mostram mais bonitos que a realidade de muitas micro e pequenas empresas. E de média e grandes empresas também, acredito.</p>
<p>Afinal, quem não sonha em ganhar muito sem fazer nada ou fazendo muito pouco ou ainda mandando alguém fazer? Minha micro experiência em comportamento social me faz pensar que aqui no Brasil uma boa parte da galera pensa isso. E, honestamente, não sei dizer se pensam certo ou errado (até porque esse tipo de análise nem cabe aqui).</p>
<p>Mas fato é que isso não rola. E com óbvias excessões nas quais eu não me incluo, você precisa ralar muito para que sua empresa fique firme e forte no mercado. Não depende da sua vontade, mas você precisa muito dela para que isso aconteça.</p>
<p>Muitas horas de trabalho (mesmo que todos os &#8220;bem sucedidos&#8221; que você conheça digam que não se deve trabalhar demais&#8230;), o dobro dessas horas de estudo (sim, porque se você trabalha 14 horas por dia saiba que precisa, no mínimo, estudar 28. Ah! seu dia só tem 24? que pena!), muito investimento, muita qualidade, muita informação, para evitar o exagero de tudo isso.</p>
<p>E é essa a diferença. As pessoas que dizem ou imaginam salários astronômicos quando sabem que você é seu próprio patrão não tem a menor ideia do tamanho da responsabilidade que é administrar um negócio, por mais micro que ele seja. É a falta de informação que faz com que tantos cobicem sua situação, mesmo sabendo que não suportariam 1/3 da realidade. E assim a piada infame se reproduz livremente.</p>
<p>Pena.</p>
<p>Porque inevitavelmente a gente (e digo isso de forma muito geral e descomprometida) não se importa com a seriedade que é construir um patrimonio. Em como é importante sempre mostrar a qualidade que seu produto e conhecimento contém e que isso sim faz a diferença lá no final e não um parentesco distante ou ainda um preço absurdamente impraticável.</p>
<p>Duas coisas que li essa semana servem para corroborar a ideia que quero transmitir aqui. A primeira delas é uma análise sobre a vida e obra do Chico Buarque, que li no blog da amiga e parceira <a href="http://fharofhino.blogspot.com/">Ana</a>. O texto não é dela, mas o autor &#8211; Ruy Castro &#8211; foi incrível em concluir que mesmo sem um contexto histório atual, as músicas feitas por Chico para o período da ditadura ainda são válias, não por um conteúdo ideológico em si, mas pela qualidade que apresentam. O trecho que me refiro é esse:</p>
<p><em>&#8220;Um garoto de quinze anos, que as ouça pela primeira vez e não tenha a menor ideia do que essas canções significaram em seu tempo, ainda assim poderá amá-las ― pela sua inteligência e qualidade lírica intrínsecas, à prova de épocas, folhinhas, relógios.&#8221; (para ler toda a reportagem, clique <a href="http://fharofhino.blogspot.com/2010/02/como-sou-fa-incondicional-do-meu-amado.html">aqui).</a></em></p>
<p>O segundo texto é antigo, de 2007, mas tão pertinente que seria impossível não falar. Lendo <a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2010/02/paulo-barros-e-o-mashup-como-forma-de-inovar.htm">este post do Blog do Cassano</a>, cliquei no<a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2007/02/o-que-a-unidos-da-tijuca-nos-ensina.htm"> link do referido texto</a> e, novamente, a certeza do que falo é reforçada: você não precisa &#8220;vender&#8221; coisas se souber vender histórias. E não dá pra fazer isso se não houver uma preocupação em ter uma própria.</p>
<p>Então, que tal parar de bancar o profissional que &#8220;rende bilhões&#8221; e <strong>ser</strong> o profissional que sabe  do que está falando, fazendo e pensando? Porque assim, a gente não precisa abrir uma igreja para faturar super, basta ver as possibilidades e fazer um esforcinho para pensar lá na frente e sair ganhando.</p>
<p>Mas claro, sempre com muita informação. E se não tiver, procure, porque sem ela não dá pra fazer nada.</p>
<p>nayarac.</p>
<p>PS: este post seria escrito à quatro mãos e dois cérebros, mas por motivos de força maior foram-se duas das mãos. Mas o crédito é para os dois cérebros, ok?  Valeu Alexandre, pelo agradável debate!!</p>
<p><em><br />
</em></p>
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